Todas
as alternativas são possíveis dependendo dos fatores onde nos encontramos.
Alguns problemas sociais podem interferir no resultado, mas existem exceções
dentro disso, e como saber se você pode tentar ser a exceção?
Já
vivi muito e tenho orgulho de ainda ser sensível, isso não significa estúpido e
nem burro, mas com tendência maior a empatia, também não quero ostentar a
bandeira da empatia suprema, tenho certa antipatia por algumas criaturas.
Entre as criaturas, obviamente, não sinto empatia por pessoas que colocam os outros em risco (risco escancarado), viver em sociedade é sempre um risco e lançar de dados. Você avista um genocida que faz apologia a torturadores e começa a relativizar, dizendo que atrocidades são possíveis e cabíveis como soluções nacionais, mas este genocida também diz que minorias, e você faz parte delas, precisa apanhar para aprender, que outras não merecem ser estupradas, que indígenas estão evoluindo para ser gente como nós, e várias outras atrocidades que vão além da mera corrupção habitual, e digo isso porque neste caso eles também são corruptos, só trazem um bônus ao conjunto, e aparentemente parece que atrai mais o eleitorado pelo bônus que carrega, não consigo imaginar sequer que o “cansaço à corrupção” seja atrativo já que corruptos também são.
Como
afirmado, tenho orgulho de ser sensível na medida certa ou tendenciosamente
direcionado aos direitos humanos, e escuto que “defendo bandido”, quando não
percebem o contexto maior sobre reforma penitenciária ou particularidades dos
acontecimentos, sim, o mundo e a vida são complexos, nem tudo são números, nem
tudo é uma lei publicada sei lá onde, o mundo é específico, repleto de pessoas
que são aleatórias dentro de um caldeirão de outros acontecimentos aleatórios.
Podemos
recolher regras aqui e ali para nos sentirmos mais confiantes, mas isso tapará
o sol com a peneira, e quando o caos surgir vão se sentir perdidos.
Sou
sensível na medida certa e muitas vezes sensível desmedidamente, isso me faz
errado? Questão filosófica para opiniões.
Percebo
apenas que preciso ficar esperto, não quanto a maldade do mundo, sou pessimista
o bastante e se ajo como otimista ou esperançoso é somente para desafiar meu
próprio eu e a lógica das coisas, mas preciso ficar esperto quanto a maldade de
gente boa (como diz Chico César), dos amigos que pelas costas nos chamam de
paranoicos, desmedidos, impulsivos, passionais, de errados por ser, ignoram que
trazemos uma carga de vida, saberes e coisas que merecem consideração, apenas
riem e preferem rotular de diversos adjetivos que julgam dignos de
personalidade fraca.
Sou
autoconsciente, sei minhas lamentações, não tenho todas as respostas, estou em
busca delas, e incansavelmente me preocupo com questões divertidas ao meu
cérebro, porque no final vamos todos morrer e a vida é só um tempo curto para
preencher com qualquer coisa antes que o acidente, a fatalidade ou a vida vá
embora.

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