quarta-feira, 26 de maio de 2021

Mudanças e Envelhecer

 


Não sou de mudanças, tenho bem estabelecido as minhas metas, sei onde quero chegar, só não sei o caminho, e ninguém sabe, muitas vezes nem quem já chegou lá sabe, porque o caminho é individual baseado em diversos fatores. Tudo me parece aleatório, algumas pessoas tentam e não conseguem chegar, outras não tentam e chegam, outras tentam e chegam, outras não tentam e não chegam.

Todas as alternativas são possíveis dependendo dos fatores onde nos encontramos. Alguns problemas sociais podem interferir no resultado, mas existem exceções dentro disso, e como saber se você pode tentar ser a exceção?

Já vivi muito e tenho orgulho de ainda ser sensível, isso não significa estúpido e nem burro, mas com tendência maior a empatia, também não quero ostentar a bandeira da empatia suprema, tenho certa antipatia por algumas criaturas.

Entre as criaturas, obviamente, não sinto empatia por pessoas que colocam os outros em risco (risco escancarado), viver em sociedade é sempre um risco e lançar de dados. Você avista um genocida que faz apologia a torturadores e começa a relativizar, dizendo que atrocidades são possíveis e cabíveis como soluções nacionais, mas este genocida também diz que minorias, e você faz parte delas, precisa apanhar para aprender, que outras não merecem ser estupradas, que indígenas estão evoluindo para ser gente como nós, e várias outras atrocidades que vão além da mera corrupção habitual, e digo isso porque neste caso eles também são corruptos, só trazem um bônus ao conjunto, e aparentemente parece que atrai mais o eleitorado pelo bônus que carrega, não consigo imaginar sequer que o “cansaço à corrupção” seja atrativo já que corruptos também são.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Capítulo I – Amadurecer é um Mito

Li em algum lugar que a maturidade é um mito, deve ter sido em algum blog, não lembro, mas concordo com o ditado. Ninguém amadurece de verdade, acho até que aquele que conseguir ficará realmente sem graça, não será digno de nota alguma. Crescer é pretensão, achar-se crescido é arrogância. Quando somos crianças existem responsabilidades, quando adultos também, o tipo de responsabilidade não pode ser visto como amadurecimento, apenas obrigação.
Até hoje não sei como lidar com as pessoas; quando criança era um martírio, sempre deslocado, quieto, sem compreender nada e ninguém, em meu mundo, com minhas revistas, meus filmes, músicas e gosto por minhas próprias histórias, criei muitas e aquilo me divertia, mas eu brincava sim, existiram momentos bacanas, eu só não era de brincar em grupos. Esperei pela promessa de amadurecimento, na faculdade, no trabalho e na “vida adulta”, sei hoje que isso é utopia, ninguém amadurece de verdade e geralmente os que taxam outros de imaturos são imaturos e hipócritas, porque em algum setor de suas vidas pretensiosas são ridiculamente imaturos e teimosos. Achei que “adultescer” resolvesse tudo, não resolve, apenas alcançamos outro nível no Jogo da Vida, como dizem os adolescentes facebookeanos: “A vida está tão difícil que chegamos no chefão”. Tudo isso traz algo bom, os velhos problemas parecem nos entediar, não sofremos mais pelo acontecimento, mas pelo conjunto da obra, pelo sofrer de novo e de novo, e de novo sofreremos, somos tolos, caímos nas velhas ciladas enquanto galgamos infelicidades maiores, mais complexas, desafiadoras e divertidas quando vistas no futuro.